quinta-feira, 19 de agosto de 2021

33 em 33


 Isso é um agradecimento, é quase uma carta de amor, não é pois seriam milhares e tratar de amor com números não é muito a minha cara! Aliás qual a minha cara? Eu ainda não encontrei o que estou procurando. De 1988 até aqui, de setembro a setembro, de sol até a chuva que insiste em cair em novembro, de Diego até todos vocês que recém chegaram e tentam entender essa maré viva que me tornei , entre Cascavel e o resto do mundo (dessa vez sem exagero), Santa Felicidade e onde for meu lar, de tão pouco a tudo isso que as vezes nem sei se mereço. Do tanto que você imaginar de mim, julgar, conhecer, pensar e ainda sim permanecer ao meu lado, eu preciso dizer obrigado! Pelos setembros que tem terminado, pelas amizades que nunca findam, pelas que descansam em paz, mas que reviverão nos abraços que em breve darei, nas memórias dos nossos dias de glória, ou se perdem no caminho do garoto perdido. Pelos dias sem fotos, por todas as garotas sem rosto, pela mãe que nunca muda, a cidade que parece que se cansou de mim, a banda que faz minha vida, o Deus que insiste em não desistir de mim, obrigado ao espectador e participante dessa jornada que busca entender o que nem eu sei na maioria das vezes, um fantasma de mim, pelas promessas que ainda vão se cumprir, ou no mínimo não serão quebradas, eu juro, não irão! Por você e alguém mais. Por toda lembrança que caminha junto com o sorriso infinito da alma inquieta que te chama na noite pra sorrir, a cada lágrima contida um motivo pra dizer que valeu a pena acreditar no que quer que seja, em algo que não há valor, um motivo pra dizer obrigado. Entre Rodrigo, Danielly, Jéssica, Scarlath, Douglas, Jonathan, Ronaldo, Jean, Diego e Augusto existe uma ponte que liga os dias que caminhei por aqui, e tantos outros caminharam, que me levaram nos braços mesmo quando pensavam que eu os cuidava com olhos bem abertos; eu estava cansado, obrigado. Pois João não ficou quanto tempo a lógica diz que deveria, a música, o jogo, a arte, o tempo, a vida ajudou a me moldar; eu não sabia, mas só é capaz quem respira. Por minha mãe, e quem ousou crer em mim, eu vou com o vento na cara. A os nomes perdidos, esquecidos, não lembrados, apagados, pessoas perdidas e que me perdoaram, aos lugares visitados, a toda hospitalidade oferecida, hostilidade respondida, a cada ferida que nunca cura feita por mim mesmo, e algumas vezes por quem tentou me ajudar, e um resto de mundo que é contra mim, aos tombos levados e as quedas sofridas, aos que me dão a mão quando eu ainda preciso lembrar de que lado estou, obrigado; talvez, perdão; muito do meu mérito é de vocês e grande da parte da culpa do que não consegui é só minha. Por todos os próximos vinte e dois ou trinta e três dias, por todos os vinte e um do nove, a cada mil novecentos e oitenta e oito que se repete a cada ano momento, como num buraco de minhoca sem fim, eu irei e estarei aqui, eu voltarei e direi, me sentarei ao meu próprio lado pra esperar o próximo setembro chegar. Tentarei chegar mais próximo quando sentar, e ter mais histórias pra contar, mas por enquanto me desculpe por não saber tudo, por dizer muito, por te confundir um pouco, e por não me calar. Por todos esses dias, digo novamente: obrigado, espero agradecer ainda mais do que pedir perdão. Eu estarei por aqui nos próximos trinta e três dias, anos, e se eu me perder de novo, faz parte do caminho, eu sei.

Acorde, nós estamos sonhando. 

Ler ouvindo “Outro” - M83

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A Última Estação


"Leve a noite e escureça tudo a minha volta. Chame as nuvens, e me ouçam atentamente, estou perdido sem vocês..."

Passar anos em minutos, as incontáveis fotos, as emoções tão fortes quanto poderíamos sentir, comentar sobre uma tarde e já lembrar de outras dezenas que já compartilhamos, poder passar horas falando de um assunto que no tempo nos tomou pouco mais de três minutos, lembrar do quanto cada um é importante e o quanto já estamos atrasados pra continuar a conversar.
Aliás, há pouco pra se falar, se não nos atemos as memórias, se a cada passo dado, nos distanciamos, se a cada dia que se passa os ideais se confundem com os ideais daqueles que também confundem as idéias que tentei esclarecer quando os confundia.
Foi um sonho, uma ilusão boa, um desespero contente, mas, embora o sol seja sol, não pode iluminar as noites que virão, e enfim vieram.

"Odeio sua lembrança, lamentos são melhores quando não ditos..."

Pobre de mim, tão acostumado com o cotidiano marcado das palavras repetidas, das mesmas músicas que me bastam e calam as mais antigas e novas perguntas, me obrigo a me recolher, pra esperar o sol de amanhã chegar, enquanto meus amigos socializam com aberrações, se acostumam com uma nova ordem que juraram nunca aceitar, não tão breve sei que verei de ponta cabeça os crucifixos outrora tão vigorosamente levantados como bandeira de uma luta.
Antes que chegue o dia, quem sabe, verei defensores da natureza deixando de se importar com a Amazônia, pois já deixaram de se importar com seus valores, então como as mudanças tão normais, é apenas questão de tempo. Questão de tempo para que toda essa modernidade aceite não apenas o aborto dos seus ideais que você deixou morrer, mas uma vida que surgiu onde se quer havia amor, que seus amigos aberrações adotem um filho, que de uma vez, se legalize tudo o que puder, toda droga boa, toda boa sensação mais rápida que a lágrima que nada consegue impedir de cair, que se consuma tudo o que cabe dentro de um comentário de cento e quarenta caracteres, um pouco maiores do que você aceitou ser, por troca de uma aceitação que ninguém deveria merecer.

"E tudo foi em vão, te afligir não me deixa aberto..."

E eu os deixo, em paz, onde estão, como estão, não foi uma derrota, foi uma batalha, que perdi, mas que venço enquanto me convenço que me basta o que sou, me basta o que já fiz, inclusive por vocês, e que não resta outro sentimento a não ser amor, mas o poeta diz que devemos deixar as coisas que amamos livres, e é isso que desejo que sejam, que se desprendam desses laços que hoje controlam os braços e as pernas que já caminharam em direção à luz. Permaneço nos mesmos lugares, com o rádio nas mesmas faixas, sempre tocando a música que salvou a minha vida, acreditando nas mesmas coisas, no mesmo Deus que insiste em acreditar em mim e errando a cada passo que dou, e sempre estou caminhando. Nós caímos e levantamos, é a única ordem que sigo, é uma ordem natural da humanidade, sejam humanos e não hajam diferente do que realmente são.

"Vou me consertar antes que isso me domine..."

De quem vos ama sempre.
"Estou caído, mas vou renascer sobre isso."

Ler ouvindo (com raiva): "Rise above this" - Seether
Foto: "Happy Sunday" - by Rafael Bonfim
@rafaelbonfim on twitter.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Afinal o que é o Rock n' Roll?


Não são os óculos do Jonh nem o olhar do Paul... Não é a indústria e o comércio do quais eles foram vítimas e vitimaram toda uma geração.
Ou toda mega produção de shows, tours, de cabelos, maquiagens, imagem, roupas, dinheiro, mulheres, fama, glamour e tudo isso que aparenta ser.
Mais fácil até dizer, o que não é o rock and roll. Não são meteoritos, que caem, chamam alguma atenção, algum estrago, trazem pouca luz e antes que clareie o dia são esquecidos, pois afinal quantas marcas dignas, justas e merecidas, quantas tatuagens de bandas da moda você já viu? E nem vou citá las pra dificultar um pouco pra todos nós.
Pra facilitar um pouco, e também pra ser alvo de críticas irei dizer o que penso ser isso que de maneira insana e as vezes mal vista e tantas vezes incompreendida que a terra chama de Rock, ou pra alguns Rock and Roll.
É cada sonho construído em cima de uma guitarra de terceira linha adquirida, que chega no máximo ao festival da escola, na cidade vizinha, ou vai até o casamento, talvez antes no vestibular, mas que a cada acorde ouvido é instantaneamente ressuscitado, embora saiba que no minuto seguinte tem que morrer, pois toda essa super produção cabe dentro de um coração, e não existe nada mais fiel do que um coração de um roqueiro certa vez ouvi dizer.
Não se resumem aos cabelos compridos cultivados, mas há de se respeitar o empenho em deixá los assim pra que todos que vejam pensem: "eis ali um rocker", também cada camiseta preta vestida religiosamente nos mais de trinta graus nesse país tropical.
O Rock é feito de toda, toda banda independente que sonha um dia ter chance de mostrar seu talento e ser reconhecido por ele, e antes que isso aconteça, dedica parte do seu tempo ensaiando para aquele show de sábado que vem gratuito onde terá um equipamento de som insuficiente que possívelmente foi levado de ônibus por parte de outra banda enquanto outros não tiveram dinheiro e foram a pé.
É acordar segunda feira ir trabalhar e ser o diferencial, quem sabe ser reconhecido pelo que faz e ganhar o merecido dinheiro, pra imbecilmente investir no hobby que pra alguns nunca dará futuro, mas qual presente os senhores que nos empregam construíram pra dizer o que é certo ou errado? E quem disse que queremos futuro algum? Nos bastam os vinte segundos da guitarra solando pra que possamos na próxima segunda feira termos um motivo decente pra bater o cartão. Também pode ser pra alguns, não para mim, a sublime arte de sobreviver, perambular, encontrar casa em qualquer canto, cantar, tocar e viver até que o destino lhe traga algo bom, sem nenhum esforço, trabalho ou o que quer que seja convencional.
Pra mim são os covers, tão praticados, tão arquitetados e da melhor maneira gravados pra que vejam sua devoção a tal banda, sua homenagem ou qual interpretação do sentimento que só você tem quando ouve algo e gostaria de compartilhar com alguém, ou com todo o Youtube.
As amizades feitas, as cervejas baratas compartilhadas, ou a cara que custou ser comprada pra apenas compartilhar da mesma sensação de alguém que lá longe faz com a garrafa verde na mão enquanto posa pra uma foto, os burgueses com seus equipamentos caros e sonhos prontos que ninguém quer consumir, a guitarra emprestada, o cabo que nunca volta, aquele pedestal que você nunca mais viu, a palheta ganhada de um guitarrista desconhecido mas que fez sua noite inesquecível, o par de baquetas incompatível, as histórias que não tem sentido se não forem contadas milhares de vezes, e o sonho de um dia chegar lá e dizer tudo que tem pra dizer, e não fazer feio, pois tanta gente até agora te apoiou.
É a eterna troca entre a você e aqueles que já estiveram em seu lugar, e agora estão nos palcos, que ficam nos backstages com crachás escrito "Banda"; você precisa da melodia, emoção, letra e música pra que sua vida tenha sentido, eles precisam da sua devoção pra não ser apenas mais um meteorito e sim uma estrela que sempre brilha, não importando que seja vista por milhares ou milhões, o importante é que o rock nunca deve acabar.
Amor, devoção, disposição, loucura, paixão, fidelidade, e mais infinitas palavras que soam honradas embora as vezes contrastem com elas próprias resumem o rock.
Pra mim, um dia sem rock, é um dia perdido... Pra ti, o que é o Rock and Roll?

Ler ouvindo: "Priece of fame" - Submersed
Foto: "Insonia" - by Rafael Bonfim
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sexta-feira, 25 de março de 2011

sem nome

Quando criança não compreendia muito, hoje queria aqueles dúvidas pra saciar as vontades que só degradam o que sonhava outrora.
Quando perdido em meio a idade que não acusa e não liberta queria fugir e nunca mais voltar pois tanta gente me fez sofrer até então.
Ainda não entendi tanta coisa, duvido de tantas ainda mais, ainda não sei qual a finalidade de tantas perguntas, se no final as respostas não satisfazem o que realmente queremos ouvir.
Ainda queria ver se bem longe realmente o sol se põe tão belo quanto aqui, pra voltar e te contar.
Talvez, hoje, mais que ontem, do que sempre e nunca sou mais criança, alías, meu coração jamais envelhece, e minha alma nunca desiste de sonhar, nem meu coração de lutar.
Talvez quase todo dia encontre meu "vôo da águia" nos últimos dez anos ou mais, ao mesmo passo que sinto como alguém que caminha abismo adentro com infinitas velas pra guiar outros por caminhos que não conhece, mesmo assim o faz, pois desde sempre tem sido assim, e continuará.
Permaneço. Permaneço pois já tentei buscar o céu antes do tempo e hoje aprisiono demônios dentro de mim, que volte e meia saem pra me defender de almas boas que acham que meu fim deveria ser ali, sem glória nem inferno, só um fim. Pobres almas.
Permaneço sem saber se meus sonhos são o que me fazem querer ir, ou o que me fez querer voltar.
Encontro dúvidas a cada solucionar, encontro guerras a cada abraço, me cobram por algo que não devo, e levo fardos de outros super-heróis, perco o sono, ganho a chance de tentar denovo enquanto chove, enquanto dormem, enquanto desistem, me alimento da derrota de muitos.
Encontro abraços, amigos, razões infinitas que me fazem dizer que: não importa as milhares de razões que tenho pra desistir, eu tenho uma pra continuar, e nos amigos vejo que também não importa o tamanho da tempestade, sempre haverá uma compania, tem sido assim faz algum tempo, e continuará.
Continuarei sem saber tanto, mas continuarei compartilhando, mais o bem do que o mal espero, continuarei escrevendo, pra que sempre alguém possa ler, e assimilar algo, concordar e discordar da minha história se possível for.
Continuarei outra hora, pois por agora, só queria te dizer que se um dia encontrar qualquer uma das respostas que tanto busco, te conto, pois espero ter você por perto.
Continuará? Continuaremos, pois somos o quê somos, e sou o que sou.
Esperando pelo meu fim, continuando.

Ler ouvindo: "Waiting for the end, Linkin Park - Cover by: Gavin Mikhail"
on twitter: @rafaelbonfim

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Goodbye.

Adeus,
até nunca mais,
Te esperei tanto, fiz tantos planos,
pra agora, não tarde agora te expulsar.
Com olhos e mente sem peso nenhum,
digo "bem vindo" ao que está por vir,
e faço lhe as mesmas promessas,
de tentar outra vez tudo denovo,
pois Deus sabe que em ti tentei...
Agora te encontro nas minhas teorias,
te encontro nas minhas lembranças,
pois em vida real, em tempo real,
nunca mais...
Mas digo, obrigado ano velho.
Feliz ano novo, pra valer, dessa vez pra valer!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Apenas!


Repetir as mesmas cenas, me dar ao direito de pela última vez apertar no Replay do site que sequer olho, pois me bastam as notas do violão e a letra da música que diz tanto, tanto que me calo pra meu silêncio lhe incomode, apenas nesse dia que antecede nosso aniversário.
Apenas repetir o caminho que fiz sem modificar os atos, os fatos, boatos, do enredo que me conduziu a pensar se preciso mesmo voltar a ser como outrora pra poder tanto como quero escrever de outra maneira o final que o destino me reservou.
Apenas saber que os doze minutos que me restam são de alguma utilidade, pelo menos pra quem deseja passar grande parte da vida em repouso, então partilhar do fim do mundo ou do encerrar dessa hora não difere em muita coisa, lhe ofereço onze, um preciso pra me concentrar no que direi.
Outra vez escrever algo, apagar, escrever e ao final errar algo que é tão importante, pensar, calar, abrir a boca, repensar, dizer e não agradar, planejar, observar, agir e errar, apenas não me dar ao luxo de que não foi em vão, o que escrevi, pensei, fiz, disse, rezei, evitei, propus, lutei e perdi, mas lutei, apenas não, fato que não.
Pra mais uma vez, buscar entender quais foram os fatos que me fazem dizer apenas, pra não me preocupar em encontrar milhões de desculpas pra justificar algo que não se justifica com palavras, pra perdoar os mais duros pecados que eu causei contra mim, apenas contra mim, mas por não conseguir ser tão forte quanto o sol, chegaram até você, e levaram algo que não tinha valor até se ir, para sempre de ti, como pra sempre se foi de mim.
Apenas, apenas entender com a mesma facilidade com que se respira que nada seria tão fácil como pensávamos, ou seria tão difícil como nos disseram, ou no mínimo que nos faria chorar mais vezes do que merecíamos, mas é um fardo que merecíamos, caso não, não estaríamos aqui agora, apenas buscando entender o porquê disso tudo, querendo ou não, merecendo ou não.
Finalmente, esperando o fim da canção pra crer que algo nos liga, ou ainda nessa mesma encontrar uma boa rima pra repetir, ou até ignorar o que está por vir, e apreciar essa chance de contemplar o que temos hoje, pra suprirmos as perdas de ontem, pra termos uma chance amanhã, na próxima canção, até ao fim desses doze minutos, dos quais onze são seus, pra apenas mudarmos algumas palavras, não perdendo o sentido do que queremos, ser, ter, ir, encontrar, e nunca mais perder, e finalmente, finalmente pedir, apenas mais uma chance.

Foto: "Apenas" - By Txuh
Ler ouvindo: "The Scientist - Acoustic" - Coldplay, mais uma vez*
on twitter: @rafaelbonfim @txuuuh

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Countdown

Ao final de toda contagem regressiva...
Se percebe que toda ansiedade foi vã,
que a frustração já era sabida,
que a derrota não era algo a se ignorar mais uma vez,
e que a expectativa trouxe algo de saudade e solidão ao final disso tudo.
E que se houver glória, é simplesmente porque foi merecido!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vinte e Dois em Vinte e Dois...


Isso é um agradecimento, é quase uma carta de amor, não é pois seriam milhares e tratar de amor com números não é muito a minha cara!
Aliás qual a minha cara? De 1998 até aqui, de setembro a setembro, de sol até a chuva que insiste em cair em novembro, de Diego até Natielly, entre Cascavel e o resto do mundo, Santa Felicidade e Canadá, de tão pouco a tão pouco ainda, de tanto pra o que você imaginar de mim,
eu preciso dizer obrigado!
Pelos setembros que tem terminado, pelas amizades que nunca findam, pelas que descansam, ou se perdem no caminho do garoto perdido, pelos dias sem fotos, por todas as garotas sem rosto, pela mãe que nunca muda, a cidade que é minha vida, a banda que faz minha vida, o Deus que insiste em não desistir de mim, obrigado ao leitor que busca entender o que nem eu sei na maioria das vezes, um fantasma de mim, pelas promessas que ainda vão se cumprir, ou no mínimo não serão quebradas, eu juro, não irão! Por você e alguém mais.
Por toda lembrança que caminha junto com o sorrisso infinito da alma inqueta que te chama na noite pra sorrir, a cada lágrima contida um motivo pra dizer que valeu a pena acreditar no que quer que seja, em algo que não há valor, um motivo pra dizer obrigado.
Entre Rodrigo, Dannyelly, Vanessa, Jéssica, Scarlath e Heloísa existe uma ponte que liga os dias que caminhei por aqui, e tantos outros caminharam, me levaram nos braços mesmo quando pensavam que eu os cuidava com olhos bem abertos, eu estava cansado, obrigado.
Pois se João não ficou quanto tempo eu queria, Scott me dizia em um idioma estranho com os punhos cerrados algo sobre sacrifício na tv que seria meu fim, que ajudou a me moldar, eu não sabia, mas só é capaz quem respira, e por João eu vou com os pulmões bem abertos até o fim, por aqueles cujo nome terminam assim como o meu. Um final satisfatório, um bom final e no final se diz: Obrigado.
Entre o preconceito e a flexibilidade que me coloca no fio da navalha a cada nascer do sol que me toca e me diz que preciso tomar uma decisão a cada piscar de olhos, e aguentar as consequencias e ser mais forte do que o sol, que entrem os mestres, que sentem, que digam o que acham sobre um pouco de tudo que digo e preciso dizer custe o que custar, que me ouçam dizendo que a eles sou gratos, de Berenice até aquele que agora leciona, Obrigado.
A Todos os nomes perdidos, esquecidos, não lembrados, errados, pessoas encontradas, lugares visitados, a toda hospitalidade oferecida, hostilidade respondida, a cada ferida que nunca cura feita por menos de meia dúzia de garotas e um resto de mundo que é contra mim, aos tombos levados e as quedas sofridas, aos que me dão a mão quando eu preciso saber de que lado estou, pois quem sou nunca saberei, assim como sempre soube quem nunca serei, Obrigado, e talvez, perdão, todo mérito é de vocês e grande da parte da culpa cabe a mim.
Por todos os próximos vinte e dois dias, por todos os vinte e um do nove, a cada mil novecentos e oitenta e oito que se repete a cada ano numa teoria que não tem nenhum argumento, eu irei e estarei aqui, eu voltarei e direi, me sentarei ao seu lado pra esperar o próximo setembro chegar, tentarei chegar mais próximo quando sentar, e ter argumentos melhores pra dizer, mas por enquanto me desculpe por não saber muito, por dizer muito, por te confundir um pouco, e por não me calar.
Por todos esses dias, só digo uma coisa, obrigado, espero agradecer mais do que pedir perdão. Novamente, Obrigado, eu estarei por aqui nos próximos vinte e dois dias, anos, não se perca tanto, pois eu vou te achar, e você vai ter vinte e dois motivos pra agradecer. Vai sim!
Obrigado.

Foto: "Sunrise" - By Txuh
Ler ouvindo: "September" - Daughtry.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Andando em círculos...


É algo contigo... Comigo também, ainda acredito em milagres, na magia do amor, nas cores sem a música, ou na música sem cores, meus heróis são os mesmos, mantenho a mesma fé, meio cínico, meio cheio de vazios, totalmente crente de que em muito pouco enlouquecerei se não fizer aquilo que a tanto queria fazer. O que eu queria tanto fazer? ... Só sei que me corrói!
Vezes ao ano me pego andando pelas mesmas ruas, como quem quer relembrar de algo, as vezes acabo relembrando, acabo vivenciando, reencontrando velhas faces, mas não as mesmas pessoas, mas raramente, bem raramente encontro algumas faces diferentes, com mais marcas, com braços cansados e olhares tristes, porém são as mesmas pessoas, de coração alegre, abraço disposto e uma esperança que acaba de quem acaba de nascer, sabendo que é sempre a última que morre.
Sempre me lembro de você, de você, e de ti, ... de ti nunca me esqueço, parece um rito, na mesma hora, todo dia, os mesmos passos me levam até o mesmo local, onde me viro e a quarta pessoa me chega a lembrança, isso acaba essa semana... Quem será você hoje? Caminha em círculos?
Caminho a procura de quem sou, de quem ainda desejo ser, procuro caminhar pra não esquecer quem eu era, pra levar algo de bom do que fui sempre a diante, caminho pra não ficar naquela paz vazia que nada dizia a ninguém, procuro uma guerra justa, ou uma justiça a ser feita, caminho em direção as trevas quando é noite, caminho contrário ao sol quando é dia pois toda claridade me irrita, procuro um termo médio que me agrade, caminho em direção a nunca ser um termo médio que agrade a maioria... Caminho e procuro, me perco pois acho que não encontrei um caminho pra mim... Espero encontrar, espero te encontrar, espero mais um minuto, não demore ou não tarde voltar.
Talvez precise mais de mim hoje, essa noite do que eu de você, mas não se engane, a não ser que você esteja totalmente perdida guiada pelos sonhos e pelo medo do fracasso, dificilmente te encontrarei, e mais dificilmente poderei te ajudar fora dessas circunstancias... Mude seu rumo, diga algo que faça sentido, me prometa e cumpra, cumpra, mude sua rota pra mais perto... Se for preciso ande em círculos, pois eu sempre andarei, buscando cada vez um ângulo maior, mas sempre em círculos, pra ir longe e voltar aqui, perto de mim, perto de ti...
Andando em Círculos.

Foto: "Cogumelo do Sol!" - By Txuh
Ler ouvindo: "Superman Tonight"- Bon Jovi

segunda-feira, 8 de março de 2010

Eu estive frente a frente...

Frente frente com a morte e ela sorriu pra mim,
encarei de frente a arma mas não pude ver o tiro,
nem ouvir o som, nem pensar em morrer, disse adeus e sobrevivi.
A Morte tinha cor de pesadelo que engana como um sonho bom, mas
não convence quem respira liberdade do dia dia preto e branco da vida.

Eu estive frente a frente com a vitória, ela brilhava como ouro, me virei e procurei pelo sobrevivente derrotado, perguntei: "Onde é a sua outra luta?"... e o segui.
Terminar tudo aqui não teria sentido, eu preciso ouvir denovo retinir dos tambores,
o barulho das espadas e os gritos, gemidos e choros de dor, os corpos pelo chão, pra provar
que a graça de estar vivo é estar lutando pra não morrer, e que esconder-se
da batalha também é uma forma de estar morto.

Eu estive frente a frente com o amor, tinha olhos verdes de sinceridade,
mas antes que o fizesse, se virou e partiu em silêncio, enquanto eu calado
gritava pra que ficasse aqui. Antes que a lágrima tocasse o chão eu já estava longe
rasgando cartas que nem escrevi, mudando estrofes da letra da canção, pra continuar
a crer que o amor não termina aqui, mas que embora tudo se vá, só nos restará
o amor, e por ele viveremos e morreremos se preciso for.

Eu estive frente a frente com a vida plena, e ela me convidou pra dançar, aceitei!
Em passos confusos dançamos por algum tempo, ela valsava e eu a acompanhava
como podia, porém nunca me afastava ou soltava sua mão, espero que quando a música
terminar eu esteja no mesmo compasso que a vida pra deixá -la de forma satisfatória,
pois da melhor maneira que pode, ela me satisfaz!

Eu me curvei pra um falso deus, até estar frente a frente com o Deus da verdade,
mesmo assim dei as costas a Ele de certa forma, pra não enlouquecer enquanto via
o quanto ele era perfeito e bom e eu incapaz e maldoso, então corri, levei os ensinamentos
e prometi que iria sempre me superar em honra ao seu nome, Ele então me disse: "Vá em paz!".

Eu encontrei a paz, mas perdi o sossego quando acreditei que era capaz de começar tudo
denovo por algo maior, eu desisti de desistir quando vi que existe um céu maior que a dor,
percebi que toda lágrima é um motivo pra não desistir, eu estive frente a frente com a paz,
e ela me ofereceu uma arma pra lutar, eu aceitei e gritei: "Quem virá comigo?", mas ninguém
respondeu, então parti, e esse é o único registro que se tem de mim.

Eu dei as costas pra derrota, pro demônio, pra fama, riqueza, e vícios enquanto pude,
me apeguei a algo que pensei ser útil no caminho, mas ainda sei quem é meu inimigo,
então não se engane quando me ver por aí, posso não saber onde estou, mas nunca
me esqueci de onde vim e onde devo ir!

Ler ouvindo: "45" - Shinedown

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Entre.

Entre ter e o ser eu prefiro ser,
entre ser mais um e ser ninguém,
eu prefiro ser ninguém.
Porque ninguém faz algo no mundo,
e é por esse motivo que o que o mundo
ainda não desistiu de girar.

domingo, 16 de agosto de 2009

O ultimo grande Herói.

Um texto sobre Rafael Machado Bonfim.

E lá veio ele, o meu herói, com caixa nas costas, coração partido e um sorriso nos labios, incrivelmente inabalável como sempre foi, e como parece que nunca vai mudar, e lá veio ele deixando o passado de lutas, de muitas derrotas, de muito suor e lágrimas, de choros contidos e ranger de dentes frequentes nas noites frias dos infinitos setessentos e quatorze dias, mas ele veio, não como havia prometido a sua princesa que hoje mora nos séculos das lembranças que ele nem lembra mais, mas voltou como deveria, com muito menos do que levou, mas voltou assim como se foi, embora já não é mais o mesmo desde o dia em que desesperado ligou as onze da noite pra dizer que iria partir sem dizer adeus.
E é com pessoas assim que eu queria aprender a viver, a amar e a entender as coisas como elas na verdade são, mas quem disse que ele é uma pessoa, quem disse que ele é humano, ele tem algo de divino que insiste em não enxergar, assim como todos nós não enxergamos por puro medo de assumir, assim como ele tem muito de demoníaco, que diariamente ele luta para que apenas dose necessária disso tome conta de seu interior. Sim eu queria aprender, mas tão breve quanto o vejo ele se afasta, apenas deixando pistas de como eu devo descobrir qual o modo que eu devo encarar as coisas em minha vida, pois é da minha vida que se trata, e sendo assim é importante pra ele, e deve ser importante para mim, mas se eu pudesse eu ouviria tudo o que ele tem a dizer, porque ele tem muito a dizer, embora não queira, ou deseja tanto que até teme dizer e não acreditarem.
E como é bom em ter ele por perto, em saber que somos filhos da mesma terra, e que assim que desejar ele vai estar ali, pra fazer o que puder por mim, no mínimo me olhar de longe ao caminhar, ou fazendo uma oração sincera repleta de palavrões que Deus já deve estar acostumado, e até dizendo com os costumeiros olhos vermelho que se for preciso ele dá a vida pra salvar a minha, sem existar. Eu sempre o vejo nos primeiros dias do mês vagando em meio a multidão, sempre apressado, mas olhando cada canto do lugar que generosamente Deus lhe permitiu nascer, crescer, ir embora pra um dia voltar, mas bem nós sabemos que, tudo isso um dia ficará pequeno, e vai deixar as ruas tortas do centro da cidade, isso o assusta, mas deseja isso com tanta força, que as vezes se perde olhando o tão imenso mundo azul que o espera, e ele tão pequeno mediante isso, apenas sonha em dizer a todo ele que ele é daqui, que tem orgulho disso, é o único motivo pelo qual quer sair do interior do fim do mundo, pra dizer pro resto do mundo que o fim é só o começo, e no começo os fracos nem se inscreveram, porém ele, ele foi até o fim.
As vezes eu sinceramente não entendo como ele se coloca em segundo plano, embora o ego dele seja muito maior do que ele é, porém reserva não é a palavra mais apropriada, porque o Senhor do meu herói não atende por reserva, mas sim por Salvação, é a sina de saber e ensinar, então, mesmo que pouco ele tenha herdado, a Salvação não ficou pra trás, então eis a palavra pela qual buscavamos, Salvação, a segunda chance, a única que não pode falhar, o começo sem fim, algo além do que podemos enchergar, mas que podemos acreditar, Salvação que se aproxima e se inclina pra se tornar tão salvo quanto nós, pois não é sua a Salvação, ele precisa ser salvo tanto quanto nós, e exercita isso como bem acha melhor buscando a redenção.
Realmente não faz o que qualquer um faria, mas sim o que qualquer um deveria fazer. Faz além do que apenas a sua parte, porque muita gente tem deixado de fazer o que deveria fazer.
E Hoje ele ensaia em segredo as últimas partes do próximo ato do seu filme que é gravado ao vivo sem ter tempo de edição, cortes, ou segunda chance, os ensaios são a noite enquanto dorme, ou no alto meio dia quando o sol está sobre sua cabeça, enquanto ouve uma canção, mas a maioria das vezes é puro improviso, pois os vilões, as mocinhas, os coadjuvantes, vivem mudando seus textos, e muitos até de personagem, alguns vilões chegam tão perto e se tornam aliados, ele lamenta por algumas mocinhas que se machucam enquanto ele apenas está fazendo o que a tanto quiz fazer, os coadjuvantes ele traz a tona, e exige que se tornem parte do espetáculo também, e algumas mocinhas insistem em não aceitar a realidade de que nada lhes faria tanto bem.
Provavelmente você não o irá reconhecer, suas roupas não demonstram nada, são opacas como as sobras, nem cabelos compridos usa mais, ele não carrega nada consigo além de seu ego, raízes, memórias, ideais e a certeza que existe um Deus a lhe guiar.
Provalmente ele não quer nada em troca, a não ser a certeza de que é um cara legal que fez o melhor que pode pra colocar um sorriso em seu dia.
Certamente ele só quer ser feliz do seu jeito, e ser reconhecido por isso.
Em dias assim eu entendo que meu herói é tão eu quanto eu, e que sou tão herói quanto ele.
Em dias assim eu entendo que meu herói só quer ir embora pra voltar pra casa.
Em dias assim eu entendo que meu herói gostaria de ser Deus pra voltar a ser humano e viver assim eternamente.

Fotos: "Rafa!", "Cascavel" e "Sucata" by: Jéssica S. Bezz Batti
Ler ouvindo: "My hero" (acoustic version) - Foo Fighters.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Por que pelos meios certos?


Por que será que insistimos em viver, se a única certeza é a morte? Me questiono tanto quanto a tantos assuntos que gritam dentro de mim, será que eles são mudos dentro das outra pessoas, será que realmente elas não se incomodam em viver só por viver, e ter prazeres momentaneos?
Por que? Logo eu que sempre acabo mal em relacionamentos ainda insisto no amor? E não penso duas vezes quando vejo que ali, onde não há esperança há alguma forma de vida? Por qual motivo tentamos salvar o mundo, já que os que queriam salvá-lo ontem, hoje são os que o destrói? Onde encontraremos pessoas pra ler o que escrevemos em forma de alerta sobre o fim que se aproxima, se é mais peculiar a todos ver uma casa cheia de espelhos?
Por que insistimos tanto fazer boa música, se o que é ruim é tão ouvido mundo afora? Por que as pessoas ignoram seus sentimentos mesmo sabendo que eles são sinceros? Qual o fundamento de continuar a escrever se sei que poucos lerão e menos ainda darão importância? Por que pelos meios certos?
Aonde queremos realmente ir? Se é que estamos indo pra algum lugar, o que eu duvido muito, acredito, melhor tenho plena certeza que apenas não queremos estar aqui, e sermos iguais a todos. Não estamos fugindo, estamos encarando as coisas como elas deveriam ser encaradas, sem máscaras, mentiras, jogos, rótulos passageiros, sem medo da moda, da mídia e dos "demonhos" que você jura não conhecer mas na verdade adora.
Na verdade digo uma coisa, pelos meios certos porque toda dor não é nada pra quem se sente imortal.
Já ecoa nos séculos tudo o que hoje é feito, por isso agimos como quem quer ser lembrado pra sempre como alguém que não se rendeu a nada nem ninguém que não merecia realmente.
E eu adoro o jeito que as coisas se encaminham pra quem vai pelo caminho da dor, pois é tão recompensador ver o sorriso de uma vitória que esteve tão perto, porém que não veio, mas que sim, nos deu a oportunidade de sentirmos como é, de saborearmos a redenção, de disso buscarmos mais forças dentro de nós mesmos para seguirmos sendo assim.
Sempre haverão dois lados, de um a paz sem voz, de outro uma guerra incessante que lutamos sozinhos, pois todos hoje são vítimas, e se você se cansar dessa prisão que você mesmo construiu,
um exercito sempre começa com um homem, e ele pode ser você, sempre haverá uma guerra, então prepare-se, abra seus olhos e comece a vencer, mas dessa vez pelos meios certos.
Por que pelos meios certos? Por que pelos convencionais todos vão, e todos sempre se tornam números, e números não pensam, não sentem, não agem e não tem sentimentos, só são números, e isso na verdade não conta.
E se você desistir, e se tornar apenas mais, um e tentar me convencer de que assim é melhor, só porque não há luta, eu nem ligarei.Pois eu desisto de você, desisto de todos, pois eu desisto de tudo, até de ser feliz, mas não de ser assim.

Foto: "sem nome" by Renata Bosquetti
Ler ouvindo: "Summergirl" - The mayfield four

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Eu te desafio.


Bem vindos novamente, já faz algum tempo que não lhes incomodo com verdades que me incomodam, e com mentiras que tem que ser desmentidas, isso é se alguém se atrever a tentar desmentir, pois tão não tão rápido quanto passa o tempo muito do que digo se torna real ou acontece. Bem vindos e nem se sentem pois hoje o assunto é breve e doloroso, pois só voltei até aqui pra dizer que desisti de desistir, e vejo que vocês ainda insistem nisso. Bem vindos aos piores dias da sua vida, podia dizer o contrário mas como conheço o pessimismo te tantos resolvi agradar a quem sempre olha as coisas pelo lado ruim só pra ver por onde começa a sua vitória, chamo esses de virtuosos. Ouça os barulhos a sua volta, cada vez mais gemidos e danças se espalham, perceba sua música nem toca mais, só porque você não à pede, os gritos de dor, as cores tão gritantes que não dizem o que deveriam dizer, e todos enxergam, mas ninguém vê, e você entra e não sai, as pessoas filmam seus atos, vem seus erros e não olham seus olhos. Bem vindos aqueles que não só leram o que de ruim foi escrito, e contestaram dizendo que eu comecei com o assunto pessimista, os que disseram os barulhos são por sua causa, que os gemidos são de uma criança que nasce, ou que as danças se consagram ao Senhor, sinta se em casa quem nem faz questão que sua música chegue às grandes massas, quem nem liga pra cores pois gosta mesmo das coisas preto no branco, simples e sublimes, tome parte disso quem entra em algo pra não sair, quem se cansou de ouvir falar de seus erros e agora usa óculos escuros pra esconder os olhos dos que querem lhe ludibriar.
Bem vindos todos, pois não existe lógica em um "Bem vindo" se ele for direcionado apenas a mim ou a você, pensando bem, não existe lógica em nada, pois dizem que dias melhores virão, e qual a graça nisso? Pois bem, se dias melhores virão, é melhor morrer por aqui, eu espero dias mais gloriosos, porque na verdade espero dias piores, com lutas mais intensas, com mais glórias nas vitórias. Se uma fase foi passada, espere por algo mais intenso a cada dia, pois se isso não estiver acontecendo, ou não acontecer questione, sua vida não está seguindo o rumo correto, ou você desistiu de uma vida real. Bem vindos a zona de morte.
Pra você que esperava ouvir isso: A tensão está aqui! E eu te desafio a superar parte dela e levar outra parte pra onde quer que você vá, eu te desafio a acordar mais cedo e rezar, pra outro dia acordar mais cedo e ver os pássaros saíndo e ver seu amigo sair de casa. Eu te desafio a olhar com um olhar de Deus pra algo que não há mais saída, pois logo se abrirão mil caminhos que levarão ao mesmo lugar, e se pudesse escolher em seu lugar, escolheria pelo mais confuso, pois será uma escola, mostrará que suas dúvidas não são nada quando a certeza deve ser corriqueira em suas decisões em um caminho de uma vida confusa, onde não há tempo pra dúvidas, e todo e qualquer questionamento deve e será feito após o ato, não importando se ele tenha tido um resultado bom ou ruim. Eu te desafio a encarar de frente, mas com toda a alma. Eu te desafio a desafiar qualquer um, em qualquer sentido, pois virtuoso é o que confia em si mesmo e no que pode fazer. Eu te desafio a ler tudo o que está abaixo disso, te desafio a ver com outros olhos aquelas fotos antigas, os recados tão velhos quanto essa outra vida que assumiu, desafio a conhecer pessoas que não se encaixam em seu perfil tão seletivo de amigos que já conta comigo e mais ninguém, a tensão está aqui!
Bem vindos aos novos tempos, eu lhe desafiarei sempre daqui pra frente, pois a tensão está aqui, só porque eu abri mão das minhas vitórias só pra correr o risco de poder perder. Bem vindos a resistência, aos que buscam ver o impossível, mesmo que isso pareça impossível, pois parecia impossível tanta coisa e não foi não é? A redenção está ao seu lado, à abrace, mesmo que haja um muro que faça com que você tenha que dar a volta toda no globo para à tê-la.
Bem vindo, desejo a você hoje um dia glorioso, e você sabe quais as consequências da glória não é? A tensão está nisso, e eu te desafio a não desistir e desafiar a si mesmo, quando os adversários já temerem ao ouvir seu nome, desafio a você dar o seu melhor, por todos os que você ama e pra ver até onde você quer chegar... Bem vindo novamente, e lembre, eu te desafio!

Foto: "sem nome" by Renata Bosquetti
Ler ouvindo: " Dare you to move" - Switchfoot

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Seu caminho, sua escolha, suas dores, sua alegria...



E quando eu não aguentar mais, quando a pressão for tão grande que os ossos da alma se trincarem e eu caminhar só por fé, quando eu pensar que perdi a fé, eu continuarei, pois ainda há muito que acontecer, a música nem se quer começou, e quando ela começa, eu volto a me encontrar e me perco em meio a vontade de seguir sem medo.
Eu tenho contratos pra cumprir, um nome pra honrar, um sangue que jorra por mim, tenho mortes por vingar, folhas em branco pra escrever, sonhos à realizar, tenho tanta coisa por fazer, ainda nem vi a cor dos seus olhos, ... tenho um mundo pra conhecer, tenho que voltar ao lugar que não me fez bem e fazer bem a ele, tenho tantos assuntos inacabados, eu odeio assuntos inacabados.
E hoje não estou sozinho, o por do sol me inspira a buscar por tudo o que ainda não consegui, talvez isso tudo em um futuro breve seja apenas um passado de glórias.
Hoje estou em casa, talvez ferido por dias que tomaram de mim a alegria dos fins de semana sem você, mas as coisas simples da minha rua me fazem esquecer as chuvas tão intensas desse novembro que insistia em não ter fim, chuvas que foram forte o suficiente para levar muitas coisas que eu amava, mas que limparam o horizonte para que eu pudesse ver além do que os olhos podem enxergar, e que me deixam ansioso ao ver quando as nuvens se encontram como quem diz que irá chover.
O riso contido, as dores frequentes, as amizades de sempre, algumas coisas mudam, outras jamais, eu continuo o mesmo, só que agora eu posso tudo, porque dessa vez é pra valer, não haverá segunda chance, não importa a pressão, nem a dor, nem angústia, os medos, tudo isso será mais um motivo em meio a tantos que tenho pra se levantar e mudar o que precisar e assim conquistar o que eu quero conquistar, e voltar as minhas raízes, agradecer por tudo, mesmo sem ter muito nem a muitos à agradecer, algumas coisas mudam, outras jamais...
Meu caminho, eu faço, sem atalhos, sem pressa, pois perfeição toda é pouca pra mim, meu caminho é todo perdido, pois meio é a mesma coisa que o começo, e o fim não mais me importa, se eu ver que estou no meio, e ver que já conquistei muito, eu me desfaço de tudo que tenho pra me perder novamente... São essas minhas escolhas, por um caminho de dor, mas um caminho de vitória, de vida real, sem máscaras, sem medo, ou com medo e cara feia pra enfrentá-lo, minhas escolhas são parte de mim, não posso tirar de mim um braço ou o coração, logo não mudarei o modo como penso só pra ser um mero mortal como você.
Minhas dores curo eu, ... sei onde procurar ajuda, minhas dores me fazem sentir vivo, me lembram que também posso ferir, não por escolha mas por direito, porque eu que até ontem pedia por paz, hoje clamo por forças pra continuar na batalha.
Minha alegria é a sua, o seu erro também, minha alegria é simples e sublime, não cabe a você entender, mas verá facilmente quando simplesmente eu estiver com a sublime áurea de alguém feliz, ... dia esse que não tarda por vir, assim como nada tarda por vir pra quem acorda todo dia acreditando que é o último.
Foto: "Prédios" by Txuh
Ler ouvindo: "One day remains" - Alter Bridge

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Amor, reine sobre mim. (Hoje)

Enquanto eu me deixo encontrar, venha e reine sobre mim.
Por meus méritos não fui corrompido pelo medo e nem pelo mal que assola esse chão marcado de lágrimas que derrubei enquanto te esperava.
Me tome como sua, hoje, apenas hoje, sabendo que hoje são todos os dias, sabendo que hoje eu não a abandonarei, abandonarei meu coração para que seu eu habite ali por hoje.
Estou a te esperar, enquanto não posso ir ao seu encontro, por mais que é o que minha alma tanto anseia, e demonstra isso através de uma aura que mostra aos cegos, que fala aos surdos, que encanta aos mortos e glorifica a Deus, eu a encontro em meus sonhos, e já ali fico pleno de sua presença.
Me perdoe se não me contenho, por mais que eu queira, se torna impossível conter-me, já ao me recordar de você, sem ao menos estar em seus átrios, já me sinto presente como um qualquer que vê e contempla o sol que não deixa que a tempestade transforme esse dia em mais uma noite de espera.
Do pouco que tenho, me restou muito amor, e lhe ofereço tudo, embora não sei se quer, pois sei que é pouco pra ti, mas foi o que me restou, e peço que leve tudo, para que se multiplique na primavera que não tardará.
E se puder, em meio a tudo que acontece ao seu redor, encontre um minuto e um motivo em mim alguém que lhe fará sorrir, farei desse minuto eterno, e mostrarei motivos para que em meio a tudo eu tenha sempre um minuto, e ao menos um motivo para estar ao seu redor, que seja assim, que seja sublime...
Reine sobre mim.
Foto: " Sunshine" by Renata Bosquetti
Ler ouvindo: " Sublime"- Scott Stap

domingo, 3 de agosto de 2008

Volte pra casa.

Quem é que vai cuidar de seus passos na noite fria que insiste em não ter fim por conta dos seus medos? Quem vai ousar se despir da vida pra te acompanhar nessa noite? Não mentiria ao dizer ninguém!
Volte agora enquanto há tempo, enquanto o rio da minha inspiração ainda se conduz para o seu mar, enquanto eu ainda me atrevo a acreditar que nada é impossível.
Minhas asas fracas se esquivam das tempestades, enquanto em queda vou observando o que se passa ao meu redor, enquanto me esforço pra não te perder de vista, e busco um lugar calmo pra pousar, refazer meus planos, encontrar minha casa seja lá onde for.
Volte! Antes que minhas lágrimas caiam, pois ainda encontro motivos pra não se esquecer dos meus sonhos.

Enquanto você se vai noite a fora, eu sigo a rezar para que chegue à salvo aonde quer que você vá longe de mim, espero que lá encontre um lugar pra descansar disso que insistem em lhe afligir.
Volte pra casa, pois o meu adeus é momentâneo, mas a qualquer momento pode encontrar a eternidade, e me desfazer das velhas histórias e curar todas as feridas que o tempo me causou.
Em prantos voo sem rumo algum, ainda sim decidido do lar que quer encontrar, mas não sabe se esse é o seu coração, a cada busca no meu coração os medos gritam e a alegria chora, clama por uma nova chance.
Cada vez mais rápido sigo, pra encontrar algo que nem ao menos sei o que é, apenas espero ser melhor do que aqui.

Me recuso a saber que minha casa sempre será lugar nenhum, espero, sigo, acredito, mesmo desgastado pelos tombos, que ela está la como eu sempre quis.
Acredito no domingo a tarde junto de você no lugar onde eu me encontro comigo e descubro quem na verdade sou, ainda que se canse a esperança eu sigo a esperar, inspirado por sua paz,
tomado por uma força que vem de um lugar distante, próximo do meu coração.
Eu estou voltando, venha comigo ou me espere por aí.

Foto: " Retorne para mim!" - By Txuh
Ler ouvindo: " Wacth over you"- Alter Bridge

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A Fila Andou!!!


Amores começam e acabam, sem choro nem vela, nem fita amarela.

Em um presente onde as filas de banco, mercado, tesouraria, postos de saúde entre outras que demoram, fazem curvas, estressam, uma única fila anda, em alguns casos voa, diverte, mas no fim sempre termina no vazio. No namoro dos antigos, pegar na mão era o mais próximo que se arriscavam os mais atrevidos, nesse tempo a fila só tinha vaga pra um. Hoje a fila é com catraca e ela gira sempre, quase como uma hélice. O que era caso de morte hoje acaba no máximo com o alvorecer. Hoje o amor chega a ser mito, utopia, pois se tornou descartável, individual, frio, sem compromisso. Quem dessa geração ainda não fez a fila andar? E quem não se machucou com esse "namoro" informal, casual, banal? Mas enfim "tudo de fato nessa vida passa, até uva passa".

E eu, tXuH, continuo expondo minha opinião sobre as pessoas tratar com descaso o amor, o verdadeiro amor. Aquele amor puro, ingênuo, e que supera qualquer obstáculo. E por essa falta de valor, escolhem ficar pulando de galho em galho, acabando sempre na solidão.


foto Solidão? by tXuH
ouvindo "The City Below", 36 Crazyfists

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Eu prefiro ser

Eu prefiro o estranho ao burro,
o diferente ao infeliz, eu prefiro o caminho do que a chegada, eu quero é mais que o mar se abra, que se quebrem as correntes, eu quero que o raio o parta, que trinquem as paredes, do que continuar nessa vã existência que outrora me corroeu.

Eu prefiro ficar sonhando com o futuro do que me conformar com a idéia que tudo é sempre igual
que sempre vai ser assim.
Ainda escolho por acreditar no amor, abomino a traição, não concordo com o fato de me usufruir de alguém por alguns instantes, virar as costas fingindo que nada aconteceu, prefiro guardar o que creio que me é precioso, e dar a alguém que amo e que mereça, alguém que farei de tudo para torná- la feliz. Prefiro ignorar os ignorantes infelizes que dizem que isso não existe mais, eu ainda opto pelas coisas antigas como amizade, confiança, carinho, entrega e tantas coisas que foram substituídas por prazeres passageiros.

Eu decido por lutar por meus sonhos, decido por fazer de tudo pra encontrar um grande amor, sem nem querer, mas simplesmente por optar por isso eu já sou mais feliz que você.
Eu decido pelas roupas simples cores escuras, pelas melhores músicas, pelos caminhos mais difíceis, pelas frases não ditas ao me conformar com o resto das coleções do verão de anos passados que só ontem pude comprar pra ficar parecido com alguém que nem gosto, eu? Eu prefiro pelo rock que sempre vai estar por aí, e extrair dele algo que faça um pull up em minhas atitudes e me liberte dessa cadeia, do que me trancar no meu quadrado por alguns meses e tempos depois me arrepender de ter feito isso. Entender que apenas seres superiores vão por caminhos não traçados, pois se perder para eles é uma descoberta, e mesmo no meio do caminho desfrutar dos sorrisos sinceros por saber que final sempre encontram a alegria, do que caminhar com os normais que vão a lugar algum, por onde todos já passaram e pouco encontraram, a não ser a amarga ilusão da felicidade, eu prefiro me perder, eu prefiro descordar, pregar minha crença do meu jeito, dizer o que não foi dito, quem sabe assim, um dia alguém diga que fui um escritor, do que citar Eça de Queiroz, e ao final da frase ser interrogado qual o autor da mesma, e o pior, não saber responder.
Eu prefiro o ódio ao medo, prefiro correr esse risco do que morrer por covardia, me usufruir desse ódio em algo que o mereça, e depois disso converte- lo em amor.
Escolho por morrer em uma guerra, do que viver prisioneiro do inimigo que não enfrentei.
Eu prefiro ser diferente do que você está acostumado, prefiro ser assim porque não quero ser igual, não quero ser alguém inferior, e logo sendo diferente não sou.
Prefiro traçar meu caminho, me divertir enquanto faço isso, ouvir suas lorotas de que sou louco, e te ajudar quando você precise, mesmo que não admita que precise de mim.
Prefiro ser assim, viver a vida como ela é, e assim ser feliz, dia após dia adaptar a vida ao meu jeito de ser, do que aceitar a idéia que nada vai mudar e que a vida é o que se passa enquanto temos medo de fazer o que nos tornaria felizes.
Eu não quero ser uma metamorfose ambulante.
Prefiro ser eu, prefiro lutar e assim do meu jeito ser feliz.
foto "Rachadura" by Txuh.
Ler ouvindo:"Do alto da pedra", Rosa de saron.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Reiniciar o sistema



Siga os seguintes passos: clique em Iniciar, e faça sua escolha entre: Desligar, Em espera, Reiniciar...
Decida se por uma das alternativas...Faça o caminho, torne se um ser vivo, concorde com a idéia de estar sempre no mesmo lugar, um ser inanimado, só pra lembrar, uma vassoura jamais irá voar, mas você pode ir onde você quiser
Porém não me venha com a hipocrisia que está à aguardar o momento certo, que ainda não é hora, já diz o velho jargão para ser feliz não tem hora, e está em espera?
Está a espera de verdade ou porque os medos de ontem ainda assombram o seu hoje? Lembre de uma coisa ao menos, o passado nos é útil quando nos oferece oportunidades de enxergar nossos erros e tomar caminhos diferentes dos que não nos levaram a lugar algum, ou se entregar por algo que mesmo parecendo ser errado, é a única coisa que lhe fará totalmente feliz.
Em espera, sinceramente não me convence, não mais.
Desligar então seria uma ótima, já que está amedrontado por seus medos, e além disso não tem coragem pra ser feliz, ótimo vá em frente, desligue, sim sem remorsos, não vai fazer nada de anormal para um perdedor, milhões de pessoas fazem isso todo dia, porque você não faria não é? É humano igual a todas elas não é? Pode errar como pode acertar, tem alguns sonhos, e gostaria de ser feliz, mas isso não importa, desligue-se de seus sonhos, desista da sua felicidade, é o que qualquer fracassado faria, e você não vai passar de mais um nesse planeta pra que se incomodar com o uma felicidade que não existe? Vá em frente, siga a multidão, desligue tudo o que mais importa pra você, desligue as oportunidades que você já teve, as que não quis ver, e as que ainda virão.
Ou se for capaz reinicie...de onde quiser, você pode estar atrasado, mas sempre é tempo de recomeçar, enquanto houver um suspiro, enquanto algo lhe fizer olhar pra frente, enquanto pensar naquela pessoa antes de dormir, ou quase nem dormir de tanto pensar naquela pessoa que tanto queria esquecer.
Reinicie, quebre o círculo, desfaça o nó, seja diferente e seja você mesmo.
Parece que a chuva insiste em cair, e você também, mas difere-se da chuva pois Deus vê o quanto procura se levantar, revire suas lembranças mais uma vez, vai encontrar algo que o fará querer reiniciar, o que na verdade tem sido, o que na verdade você é? Sem máscaras, só você e o espelho descubra, e terá uma arma para seguir em frente, Divirta-se hoje, porque amanhã já sabe, ou melhor ninguém sabe! E se parecer ficar pior, parecer que a cada dia de busca é um dia de perda, pode contar comigo, será um prazer estar perdido com você! Sua sorte, decida agora vai ser por ele, ou ela, ou não vai ser por ninguém, não existe quase amor, a felicidade mora ao lado da humildade de pedir perdão a quem não merece. Deixe para trás os dias em que esteve preso dentro das angústias de seu coração, quando foi hospede do hotel da morte, quando experimentou o que é solidão e jurou não mais voltar atrás.
Continue caminhando!
Reinicie, apague os arquivos inúteis, salve o que e quem lhe salvaria, siga em frente um novo horizonte vai se abrir, basta ter coragem, ter coragem e Reiniciar o sistema.
foto "Vassoura" by Txuh.
Ler ouvindo: "With arms wild open"- Creed, a melhor banda da história.