Ao final de toda contagem regressiva...
Se percebe que toda ansiedade foi vã,
que a frustração já era sabida,
que a derrota não era algo a se ignorar mais uma vez,
e que a expectativa trouxe algo de saudade e solidão ao final disso tudo.
E que se houver glória, é simplesmente porque foi merecido!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Vinte e Dois em Vinte e Dois...

Isso é um agradecimento, é quase uma carta de amor, não é pois seriam milhares e tratar de amor com números não é muito a minha cara!
Aliás qual a minha cara? De 1998 até aqui, de setembro a setembro, de sol até a chuva que insiste em cair em novembro, de Diego até Natielly, entre Cascavel e o resto do mundo, Santa Felicidade e Canadá, de tão pouco a tão pouco ainda, de tanto pra o que você imaginar de mim,
eu preciso dizer obrigado!
Pelos setembros que tem terminado, pelas amizades que nunca findam, pelas que descansam, ou se perdem no caminho do garoto perdido, pelos dias sem fotos, por todas as garotas sem rosto, pela mãe que nunca muda, a cidade que é minha vida, a banda que faz minha vida, o Deus que insiste em não desistir de mim, obrigado ao leitor que busca entender o que nem eu sei na maioria das vezes, um fantasma de mim, pelas promessas que ainda vão se cumprir, ou no mínimo não serão quebradas, eu juro, não irão! Por você e alguém mais.
Por toda lembrança que caminha junto com o sorrisso infinito da alma inqueta que te chama na noite pra sorrir, a cada lágrima contida um motivo pra dizer que valeu a pena acreditar no que quer que seja, em algo que não há valor, um motivo pra dizer obrigado.
Entre Rodrigo, Dannyelly, Vanessa, Jéssica, Scarlath e Heloísa existe uma ponte que liga os dias que caminhei por aqui, e tantos outros caminharam, me levaram nos braços mesmo quando pensavam que eu os cuidava com olhos bem abertos, eu estava cansado, obrigado.
Pois se João não ficou quanto tempo eu queria, Scott me dizia em um idioma estranho com os punhos cerrados algo sobre sacrifício na tv que seria meu fim, que ajudou a me moldar, eu não sabia, mas só é capaz quem respira, e por João eu vou com os pulmões bem abertos até o fim, por aqueles cujo nome terminam assim como o meu. Um final satisfatório, um bom final e no final se diz: Obrigado.
Entre o preconceito e a flexibilidade que me coloca no fio da navalha a cada nascer do sol que me toca e me diz que preciso tomar uma decisão a cada piscar de olhos, e aguentar as consequencias e ser mais forte do que o sol, que entrem os mestres, que sentem, que digam o que acham sobre um pouco de tudo que digo e preciso dizer custe o que custar, que me ouçam dizendo que a eles sou gratos, de Berenice até aquele que agora leciona, Obrigado.
A Todos os nomes perdidos, esquecidos, não lembrados, errados, pessoas encontradas, lugares visitados, a toda hospitalidade oferecida, hostilidade respondida, a cada ferida que nunca cura feita por menos de meia dúzia de garotas e um resto de mundo que é contra mim, aos tombos levados e as quedas sofridas, aos que me dão a mão quando eu preciso saber de que lado estou, pois quem sou nunca saberei, assim como sempre soube quem nunca serei, Obrigado, e talvez, perdão, todo mérito é de vocês e grande da parte da culpa cabe a mim.
Por todos os próximos vinte e dois dias, por todos os vinte e um do nove, a cada mil novecentos e oitenta e oito que se repete a cada ano numa teoria que não tem nenhum argumento, eu irei e estarei aqui, eu voltarei e direi, me sentarei ao seu lado pra esperar o próximo setembro chegar, tentarei chegar mais próximo quando sentar, e ter argumentos melhores pra dizer, mas por enquanto me desculpe por não saber muito, por dizer muito, por te confundir um pouco, e por não me calar.
Por todos esses dias, só digo uma coisa, obrigado, espero agradecer mais do que pedir perdão. Novamente, Obrigado, eu estarei por aqui nos próximos vinte e dois dias, anos, não se perca tanto, pois eu vou te achar, e você vai ter vinte e dois motivos pra agradecer. Vai sim!
Obrigado.
Foto: "Sunrise" - By Txuh
Ler ouvindo: "September" - Daughtry.
Ler ouvindo: "September" - Daughtry.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Andando em círculos...
É algo contigo... Comigo também, ainda acredito em milagres, na magia do amor, nas cores sem a música, ou na música sem cores, meus heróis são os mesmos, mantenho a mesma fé, meio cínico, meio cheio de vazios, totalmente crente de que em muito pouco enlouquecerei se não fizer aquilo que a tanto queria fazer. O que eu queria tanto fazer? ... Só sei que me corrói!
Vezes ao ano me pego andando pelas mesmas ruas, como quem quer relembrar de algo, as vezes acabo relembrando, acabo vivenciando, reencontrando velhas faces, mas não as mesmas pessoas, mas raramente, bem raramente encontro algumas faces diferentes, com mais marcas, com braços cansados e olhares tristes, porém são as mesmas pessoas, de coração alegre, abraço disposto e uma esperança que acaba de quem acaba de nascer, sabendo que é sempre a última que morre.
Sempre me lembro de você, de você, e de ti, ... de ti nunca me esqueço, parece um rito, na mesma hora, todo dia, os mesmos passos me levam até o mesmo local, onde me viro e a quarta pessoa me chega a lembrança, isso acaba essa semana... Quem será você hoje? Caminha em círculos?
Caminho a procura de quem sou, de quem ainda desejo ser, procuro caminhar pra não esquecer quem eu era, pra levar algo de bom do que fui sempre a diante, caminho pra não ficar naquela paz vazia que nada dizia a ninguém, procuro uma guerra justa, ou uma justiça a ser feita, caminho em direção as trevas quando é noite, caminho contrário ao sol quando é dia pois toda claridade me irrita, procuro um termo médio que me agrade, caminho em direção a nunca ser um termo médio que agrade a maioria... Caminho e procuro, me perco pois acho que não encontrei um caminho pra mim... Espero encontrar, espero te encontrar, espero mais um minuto, não demore ou não tarde voltar.
Talvez precise mais de mim hoje, essa noite do que eu de você, mas não se engane, a não ser que você esteja totalmente perdida guiada pelos sonhos e pelo medo do fracasso, dificilmente te encontrarei, e mais dificilmente poderei te ajudar fora dessas circunstancias... Mude seu rumo, diga algo que faça sentido, me prometa e cumpra, cumpra, mude sua rota pra mais perto... Se for preciso ande em círculos, pois eu sempre andarei, buscando cada vez um ângulo maior, mas sempre em círculos, pra ir longe e voltar aqui, perto de mim, perto de ti...
Andando em Círculos.
Foto: "Cogumelo do Sol!" - By Txuh
Ler ouvindo: "Superman Tonight"- Bon Jovi
Ler ouvindo: "Superman Tonight"- Bon Jovi
segunda-feira, 8 de março de 2010
Eu estive frente a frente...
Frente frente com a morte e ela sorriu pra mim,
encarei de frente a arma mas não pude ver o tiro,
nem ouvir o som, nem pensar em morrer, disse adeus e sobrevivi.
A Morte tinha cor de pesadelo que engana como um sonho bom, mas
não convence quem respira liberdade do dia dia preto e branco da vida.
Eu estive frente a frente com a vitória, ela brilhava como ouro, me virei e procurei pelo sobrevivente derrotado, perguntei: "Onde é a sua outra luta?"... e o segui.
Terminar tudo aqui não teria sentido, eu preciso ouvir denovo retinir dos tambores,
o barulho das espadas e os gritos, gemidos e choros de dor, os corpos pelo chão, pra provar
que a graça de estar vivo é estar lutando pra não morrer, e que esconder-se
da batalha também é uma forma de estar morto.
Eu estive frente a frente com o amor, tinha olhos verdes de sinceridade,
mas antes que o fizesse, se virou e partiu em silêncio, enquanto eu calado
gritava pra que ficasse aqui. Antes que a lágrima tocasse o chão eu já estava longe
rasgando cartas que nem escrevi, mudando estrofes da letra da canção, pra continuar
a crer que o amor não termina aqui, mas que embora tudo se vá, só nos restará
o amor, e por ele viveremos e morreremos se preciso for.
Eu estive frente a frente com a vida plena, e ela me convidou pra dançar, aceitei!
Em passos confusos dançamos por algum tempo, ela valsava e eu a acompanhava
como podia, porém nunca me afastava ou soltava sua mão, espero que quando a música
terminar eu esteja no mesmo compasso que a vida pra deixá -la de forma satisfatória,
pois da melhor maneira que pode, ela me satisfaz!
Eu me curvei pra um falso deus, até estar frente a frente com o Deus da verdade,
mesmo assim dei as costas a Ele de certa forma, pra não enlouquecer enquanto via
o quanto ele era perfeito e bom e eu incapaz e maldoso, então corri, levei os ensinamentos
e prometi que iria sempre me superar em honra ao seu nome, Ele então me disse: "Vá em paz!".
Eu encontrei a paz, mas perdi o sossego quando acreditei que era capaz de começar tudo
denovo por algo maior, eu desisti de desistir quando vi que existe um céu maior que a dor,
percebi que toda lágrima é um motivo pra não desistir, eu estive frente a frente com a paz,
e ela me ofereceu uma arma pra lutar, eu aceitei e gritei: "Quem virá comigo?", mas ninguém
respondeu, então parti, e esse é o único registro que se tem de mim.
Eu dei as costas pra derrota, pro demônio, pra fama, riqueza, e vícios enquanto pude,
me apeguei a algo que pensei ser útil no caminho, mas ainda sei quem é meu inimigo,
então não se engane quando me ver por aí, posso não saber onde estou, mas nunca
me esqueci de onde vim e onde devo ir!
encarei de frente a arma mas não pude ver o tiro,
nem ouvir o som, nem pensar em morrer, disse adeus e sobrevivi.
A Morte tinha cor de pesadelo que engana como um sonho bom, mas
não convence quem respira liberdade do dia dia preto e branco da vida.
Eu estive frente a frente com a vitória, ela brilhava como ouro, me virei e procurei pelo sobrevivente derrotado, perguntei: "Onde é a sua outra luta?"... e o segui.
Terminar tudo aqui não teria sentido, eu preciso ouvir denovo retinir dos tambores,
o barulho das espadas e os gritos, gemidos e choros de dor, os corpos pelo chão, pra provar
que a graça de estar vivo é estar lutando pra não morrer, e que esconder-se
da batalha também é uma forma de estar morto.
Eu estive frente a frente com o amor, tinha olhos verdes de sinceridade,
mas antes que o fizesse, se virou e partiu em silêncio, enquanto eu calado
gritava pra que ficasse aqui. Antes que a lágrima tocasse o chão eu já estava longe
rasgando cartas que nem escrevi, mudando estrofes da letra da canção, pra continuar
a crer que o amor não termina aqui, mas que embora tudo se vá, só nos restará
o amor, e por ele viveremos e morreremos se preciso for.
Eu estive frente a frente com a vida plena, e ela me convidou pra dançar, aceitei!
Em passos confusos dançamos por algum tempo, ela valsava e eu a acompanhava
como podia, porém nunca me afastava ou soltava sua mão, espero que quando a música
terminar eu esteja no mesmo compasso que a vida pra deixá -la de forma satisfatória,
pois da melhor maneira que pode, ela me satisfaz!
Eu me curvei pra um falso deus, até estar frente a frente com o Deus da verdade,
mesmo assim dei as costas a Ele de certa forma, pra não enlouquecer enquanto via
o quanto ele era perfeito e bom e eu incapaz e maldoso, então corri, levei os ensinamentos
e prometi que iria sempre me superar em honra ao seu nome, Ele então me disse: "Vá em paz!".
Eu encontrei a paz, mas perdi o sossego quando acreditei que era capaz de começar tudo
denovo por algo maior, eu desisti de desistir quando vi que existe um céu maior que a dor,
percebi que toda lágrima é um motivo pra não desistir, eu estive frente a frente com a paz,
e ela me ofereceu uma arma pra lutar, eu aceitei e gritei: "Quem virá comigo?", mas ninguém
respondeu, então parti, e esse é o único registro que se tem de mim.
Eu dei as costas pra derrota, pro demônio, pra fama, riqueza, e vícios enquanto pude,
me apeguei a algo que pensei ser útil no caminho, mas ainda sei quem é meu inimigo,
então não se engane quando me ver por aí, posso não saber onde estou, mas nunca
me esqueci de onde vim e onde devo ir!
Ler ouvindo: "45" - Shinedown
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Entre.
Entre ter e o ser eu prefiro ser,
entre ser mais um e ser ninguém,
eu prefiro ser ninguém.
Porque ninguém faz algo no mundo,
e é por esse motivo que o que o mundo
ainda não desistiu de girar.
entre ser mais um e ser ninguém,
eu prefiro ser ninguém.
Porque ninguém faz algo no mundo,
e é por esse motivo que o que o mundo
ainda não desistiu de girar.
domingo, 16 de agosto de 2009
O ultimo grande Herói.
E lá veio ele, o meu herói, com caixa nas costas, coração partido e um sorriso nos labios, incrivelmente inabalável como sempre foi, e como parece que nunca vai mudar, e lá veio ele deixando o passado de lutas, de muitas derrotas, de muito suor e lágrimas, de choros contidos e ranger de dentes frequentes nas noites frias dos infinitos setessentos e quatorze dias, mas ele veio, não como havia prometido a sua princesa que hoje mora nos séculos das lembranças que ele nem lembra mais, mas voltou como deveria, com muito menos do que levou, mas voltou assim como se foi, embora já não é mais o mesmo desde o dia em que desesperado ligou as onze da noite pra dizer que iria partir sem dizer adeus.
E é com pessoas assim que eu queria aprender a viver, a amar e a entender as coisas como elas na verdade são, mas quem disse que ele é uma pessoa, quem disse que ele é humano, ele tem algo de divino que insiste em não enxergar, assim como todos nós não enxergamos por puro medo de assumir, assim como ele tem muito de demoníaco, que diariamente ele luta para que apenas dose necessária disso tome conta de seu interior. Sim eu queria aprender, mas tão breve quanto o vejo ele se afasta, apenas deixando pistas de como eu devo descobrir qual o modo que eu devo encarar as coisas em minha vida, pois é da minha vida que se trata, e sendo assim é importante pra ele, e deve ser importante para mim, mas se eu pudesse eu ouviria tudo o que ele tem a dizer, porque ele tem muito a dizer, embora não queira, ou deseja tanto que até teme dizer e não acreditarem.
E como é bom em ter ele por perto, em saber que somos filhos da mesma terra, e que assim que desejar ele vai estar ali, pra fazer o que puder por mim, no mínimo me olhar de longe ao caminhar, ou fazendo uma oração sincera repleta de palavrões que Deus já deve estar acostumado, e até dizendo com os costumeiros olhos vermelho que se for preciso ele dá a vida pra salvar a minha, sem existar. Eu sempre o vejo nos primeiros dias do mês vagando em meio a multidão, sempre apressado, mas olhando cada canto do lugar que generosamente Deus lhe permitiu nascer, crescer, ir embora pra um dia voltar, mas bem nós sabemos que, tudo isso um dia ficará pequeno, e vai deixar as ruas tortas do centro da cidade, isso o assusta, mas deseja isso com tanta força, que as vezes se perde olhando o tão imenso mundo azul que o espera, e ele tão pequeno mediante isso, apenas sonha em dizer a todo ele que ele é daqui, que tem orgulho disso, é o único motivo pelo qual quer sair do interior do fim do mundo, pra dizer pro resto do mundo que o fim é só o começo, e no começo os fracos nem se inscreveram, porém ele, ele foi até o fim.
As vezes eu sinceramente não entendo como ele se coloca em segundo plano, embora o ego dele seja muito maior do que ele é, porém reserva não é a palavra mais apropriada, porque o Senhor do meu herói não atende por reserva, mas sim por Salvação, é a sina de saber e ensinar, então, mesmo que pouco ele tenha herdado, a Salvação não ficou pra trás, então eis a palavra pela qual buscavamos, Salvação, a segunda chance, a única que não pode falhar, o começo sem fim, algo além do que podemos enchergar, mas que podemos acreditar, Salvação que se aproxima e se inclina pra se tornar tão salvo quanto nós, pois não é sua a Salvação, ele precisa ser salvo tanto quanto nós, e exercita isso como bem acha melhor buscando a redenção.
Realmente não faz o que qualquer um faria, mas sim o que qualquer um deveria fazer. Faz além do que apenas a sua parte, porque muita gente tem deixado de fazer o que deveria fazer.
E Hoje ele ensaia em segredo as últimas partes do próximo ato do seu filme que é gravado ao vivo sem ter tempo de edição, cortes, ou segunda chance, os ensaios são a noite enquanto dorme, ou no alto meio dia quando o sol está sobre sua cabeça, enquanto ouve uma canção, mas a maioria das vezes é puro improviso, pois os vilões, as mocinhas, os coadjuvantes, vivem mudando seus textos, e muitos até de personagem, alguns vilões chegam tão perto e se tornam aliados, ele lamenta por algumas mocinhas que se machucam enquanto ele apenas está fazendo o que a tanto quiz fazer, os coadjuvantes ele traz a tona, e exige que se tornem parte do espetáculo também, e algumas mocinhas insistem em não aceitar a realidade de que nada lhes faria tanto bem.
Provavelmente você não o irá reconhecer, suas roupas não demonstram nada, são opacas como as sobras, nem cabelos compridos usa mais, ele não carrega nada consigo além de seu ego, raízes, memórias, ideais e a certeza que existe um Deus a lhe guiar.
Provalmente ele não quer nada em troca, a não ser a certeza de que é um cara legal que fez o melhor que pode pra colocar um sorriso em seu dia.
Certamente ele só quer ser feliz do seu jeito, e ser reconhecido por isso.
Em dias assim eu entendo que meu herói é tão eu quanto eu, e que sou tão herói quanto ele.
Em dias assim eu entendo que meu herói só quer ir embora pra voltar pra casa.
Em dias assim eu entendo que meu herói gostaria de ser Deus pra voltar a ser humano e viver assim eternamente.
Fotos: "Rafa!", "Cascavel" e "Sucata" by: Jéssica S. Bezz Batti
Ler ouvindo: "My hero" (acoustic version) - Foo Fighters.
Ler ouvindo: "My hero" (acoustic version) - Foo Fighters.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Por que pelos meios certos?

Por que será que insistimos em viver, se a única certeza é a morte? Me questiono tanto quanto a tantos assuntos que gritam dentro de mim, será que eles são mudos dentro das outra pessoas, será que realmente elas não se incomodam em viver só por viver, e ter prazeres momentaneos?
Por que? Logo eu que sempre acabo mal em relacionamentos ainda insisto no amor? E não penso duas vezes quando vejo que ali, onde não há esperança há alguma forma de vida? Por qual motivo tentamos salvar o mundo, já que os que queriam salvá-lo ontem, hoje são os que o destrói? Onde encontraremos pessoas pra ler o que escrevemos em forma de alerta sobre o fim que se aproxima, se é mais peculiar a todos ver uma casa cheia de espelhos?
Por que insistimos tanto fazer boa música, se o que é ruim é tão ouvido mundo afora? Por que as pessoas ignoram seus sentimentos mesmo sabendo que eles são sinceros? Qual o fundamento de continuar a escrever se sei que poucos lerão e menos ainda darão importância? Por que pelos meios certos?
Aonde queremos realmente ir? Se é que estamos indo pra algum lugar, o que eu duvido muito, acredito, melhor tenho plena certeza que apenas não queremos estar aqui, e sermos iguais a todos. Não estamos fugindo, estamos encarando as coisas como elas deveriam ser encaradas, sem máscaras, mentiras, jogos, rótulos passageiros, sem medo da moda, da mídia e dos "demonhos" que você jura não conhecer mas na verdade adora.
Na verdade digo uma coisa, pelos meios certos porque toda dor não é nada pra quem se sente imortal.
Já ecoa nos séculos tudo o que hoje é feito, por isso agimos como quem quer ser lembrado pra sempre como alguém que não se rendeu a nada nem ninguém que não merecia realmente.
E eu adoro o jeito que as coisas se encaminham pra quem vai pelo caminho da dor, pois é tão recompensador ver o sorriso de uma vitória que esteve tão perto, porém que não veio, mas que sim, nos deu a oportunidade de sentirmos como é, de saborearmos a redenção, de disso buscarmos mais forças dentro de nós mesmos para seguirmos sendo assim.
Sempre haverão dois lados, de um a paz sem voz, de outro uma guerra incessante que lutamos sozinhos, pois todos hoje são vítimas, e se você se cansar dessa prisão que você mesmo construiu,
um exercito sempre começa com um homem, e ele pode ser você, sempre haverá uma guerra, então prepare-se, abra seus olhos e comece a vencer, mas dessa vez pelos meios certos.
Por que pelos meios certos? Por que pelos convencionais todos vão, e todos sempre se tornam números, e números não pensam, não sentem, não agem e não tem sentimentos, só são números, e isso na verdade não conta.
E se você desistir, e se tornar apenas mais, um e tentar me convencer de que assim é melhor, só porque não há luta, eu nem ligarei.Pois eu desisto de você, desisto de todos, pois eu desisto de tudo, até de ser feliz, mas não de ser assim.
Foto: "sem nome" by Renata Bosquetti
Ler ouvindo: "Summergirl" - The mayfield four
Ler ouvindo: "Summergirl" - The mayfield four
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Eu te desafio.

Bem vindos novamente, já faz algum tempo que não lhes incomodo com verdades que me incomodam, e com mentiras que tem que ser desmentidas, isso é se alguém se atrever a tentar desmentir, pois tão não tão rápido quanto passa o tempo muito do que digo se torna real ou acontece. Bem vindos e nem se sentem pois hoje o assunto é breve e doloroso, pois só voltei até aqui pra dizer que desisti de desistir, e vejo que vocês ainda insistem nisso. Bem vindos aos piores dias da sua vida, podia dizer o contrário mas como conheço o pessimismo te tantos resolvi agradar a quem sempre olha as coisas pelo lado ruim só pra ver por onde começa a sua vitória, chamo esses de virtuosos. Ouça os barulhos a sua volta, cada vez mais gemidos e danças se espalham, perceba sua música nem toca mais, só porque você não à pede, os gritos de dor, as cores tão gritantes que não dizem o que deveriam dizer, e todos enxergam, mas ninguém vê, e você entra e não sai, as pessoas filmam seus atos, vem seus erros e não olham seus olhos. Bem vindos aqueles que não só leram o que de ruim foi escrito, e contestaram dizendo que eu comecei com o assunto pessimista, os que disseram os barulhos são por sua causa, que os gemidos são de uma criança que nasce, ou que as danças se consagram ao Senhor, sinta se em casa quem nem faz questão que sua música chegue às grandes massas, quem nem liga pra cores pois gosta mesmo das coisas preto no branco, simples e sublimes, tome parte disso quem entra em algo pra não sair, quem se cansou de ouvir falar de seus erros e agora usa óculos escuros pra esconder os olhos dos que querem lhe ludibriar.
Bem vindos todos, pois não existe lógica em um "Bem vindo" se ele for direcionado apenas a mim ou a você, pensando bem, não existe lógica em nada, pois dizem que dias melhores virão, e qual a graça nisso? Pois bem, se dias melhores virão, é melhor morrer por aqui, eu espero dias mais gloriosos, porque na verdade espero dias piores, com lutas mais intensas, com mais glórias nas vitórias. Se uma fase foi passada, espere por algo mais intenso a cada dia, pois se isso não estiver acontecendo, ou não acontecer questione, sua vida não está seguindo o rumo correto, ou você desistiu de uma vida real. Bem vindos a zona de morte.
Pra você que esperava ouvir isso: A tensão está aqui! E eu te desafio a superar parte dela e levar outra parte pra onde quer que você vá, eu te desafio a acordar mais cedo e rezar, pra outro dia acordar mais cedo e ver os pássaros saíndo e ver seu amigo sair de casa. Eu te desafio a olhar com um olhar de Deus pra algo que não há mais saída, pois logo se abrirão mil caminhos que levarão ao mesmo lugar, e se pudesse escolher em seu lugar, escolheria pelo mais confuso, pois será uma escola, mostrará que suas dúvidas não são nada quando a certeza deve ser corriqueira em suas decisões em um caminho de uma vida confusa, onde não há tempo pra dúvidas, e todo e qualquer questionamento deve e será feito após o ato, não importando se ele tenha tido um resultado bom ou ruim. Eu te desafio a encarar de frente, mas com toda a alma. Eu te desafio a desafiar qualquer um, em qualquer sentido, pois virtuoso é o que confia em si mesmo e no que pode fazer. Eu te desafio a ler tudo o que está abaixo disso, te desafio a ver com outros olhos aquelas fotos antigas, os recados tão velhos quanto essa outra vida que assumiu, desafio a conhecer pessoas que não se encaixam em seu perfil tão seletivo de amigos que já conta comigo e mais ninguém, a tensão está aqui!
Bem vindos aos novos tempos, eu lhe desafiarei sempre daqui pra frente, pois a tensão está aqui, só porque eu abri mão das minhas vitórias só pra correr o risco de poder perder. Bem vindos a resistência, aos que buscam ver o impossível, mesmo que isso pareça impossível, pois parecia impossível tanta coisa e não foi não é? A redenção está ao seu lado, à abrace, mesmo que haja um muro que faça com que você tenha que dar a volta toda no globo para à tê-la.
Bem vindo, desejo a você hoje um dia glorioso, e você sabe quais as consequências da glória não é? A tensão está nisso, e eu te desafio a não desistir e desafiar a si mesmo, quando os adversários já temerem ao ouvir seu nome, desafio a você dar o seu melhor, por todos os que você ama e pra ver até onde você quer chegar... Bem vindo novamente, e lembre, eu te desafio!
Foto: "sem nome" by Renata Bosquetti
Ler ouvindo: " Dare you to move" - Switchfoot
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Seu caminho, sua escolha, suas dores, sua alegria...

E quando eu não aguentar mais, quando a pressão for tão grande que os ossos da alma se trincarem e eu caminhar só por fé, quando eu pensar que perdi a fé, eu continuarei, pois ainda há muito que acontecer, a música nem se quer começou, e quando ela começa, eu volto a me encontrar e me perco em meio a vontade de seguir sem medo.
Eu tenho contratos pra cumprir, um nome pra honrar, um sangue que jorra por mim, tenho mortes por vingar, folhas em branco pra escrever, sonhos à realizar, tenho tanta coisa por fazer, ainda nem vi a cor dos seus olhos, ... tenho um mundo pra conhecer, tenho que voltar ao lugar que não me fez bem e fazer bem a ele, tenho tantos assuntos inacabados, eu odeio assuntos inacabados.
E hoje não estou sozinho, o por do sol me inspira a buscar por tudo o que ainda não consegui, talvez isso tudo em um futuro breve seja apenas um passado de glórias.
Hoje estou em casa, talvez ferido por dias que tomaram de mim a alegria dos fins de semana sem você, mas as coisas simples da minha rua me fazem esquecer as chuvas tão intensas desse novembro que insistia em não ter fim, chuvas que foram forte o suficiente para levar muitas coisas que eu amava, mas que limparam o horizonte para que eu pudesse ver além do que os olhos podem enxergar, e que me deixam ansioso ao ver quando as nuvens se encontram como quem diz que irá chover.
O riso contido, as dores frequentes, as amizades de sempre, algumas coisas mudam, outras jamais, eu continuo o mesmo, só que agora eu posso tudo, porque dessa vez é pra valer, não haverá segunda chance, não importa a pressão, nem a dor, nem angústia, os medos, tudo isso será mais um motivo em meio a tantos que tenho pra se levantar e mudar o que precisar e assim conquistar o que eu quero conquistar, e voltar as minhas raízes, agradecer por tudo, mesmo sem ter muito nem a muitos à agradecer, algumas coisas mudam, outras jamais...
Meu caminho, eu faço, sem atalhos, sem pressa, pois perfeição toda é pouca pra mim, meu caminho é todo perdido, pois meio é a mesma coisa que o começo, e o fim não mais me importa, se eu ver que estou no meio, e ver que já conquistei muito, eu me desfaço de tudo que tenho pra me perder novamente... São essas minhas escolhas, por um caminho de dor, mas um caminho de vitória, de vida real, sem máscaras, sem medo, ou com medo e cara feia pra enfrentá-lo, minhas escolhas são parte de mim, não posso tirar de mim um braço ou o coração, logo não mudarei o modo como penso só pra ser um mero mortal como você.
Minhas dores curo eu, ... sei onde procurar ajuda, minhas dores me fazem sentir vivo, me lembram que também posso ferir, não por escolha mas por direito, porque eu que até ontem pedia por paz, hoje clamo por forças pra continuar na batalha.
Minha alegria é a sua, o seu erro também, minha alegria é simples e sublime, não cabe a você entender, mas verá facilmente quando simplesmente eu estiver com a sublime áurea de alguém feliz, ... dia esse que não tarda por vir, assim como nada tarda por vir pra quem acorda todo dia acreditando que é o último.
Foto: "Prédios" by Txuh
Ler ouvindo: "One day remains" - Alter Bridge
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Amor, reine sobre mim. (Hoje)
Por meus méritos não fui corrompido pelo medo e nem pelo mal que assola esse chão marcado de lágrimas que derrubei enquanto te esperava.
Me tome como sua, hoje, apenas hoje, sabendo que hoje são todos os dias, sabendo que hoje eu não a abandonarei, abandonarei meu coração para que seu eu habite ali por hoje.
Estou a te esperar, enquanto não posso ir ao seu encontro, por mais que é o que minha alma tanto anseia, e demonstra isso através de uma aura que mostra aos cegos, que fala aos surdos, que encanta aos mortos e glorifica a Deus, eu a encontro em meus sonhos, e já ali fico pleno de sua presença.
Me perdoe se não me contenho, por mais que eu queira, se torna impossível conter-me, já ao me recordar de você, sem ao menos estar em seus átrios, já me sinto presente como um qualquer que vê e contempla o sol que não deixa que a tempestade transforme esse dia em mais uma noite de espera.
Do pouco que tenho, me restou muito amor, e lhe ofereço tudo, embora não sei se quer, pois sei que é pouco pra ti, mas foi o que me restou, e peço que leve tudo, para que se multiplique na primavera que não tardará.
E se puder, em meio a tudo que acontece ao seu redor, encontre um minuto e um motivo em mim alguém que lhe fará sorrir, farei desse minuto eterno, e mostrarei motivos para que em meio a tudo eu tenha sempre um minuto, e ao menos um motivo para estar ao seu redor, que seja assim, que seja sublime...
Reine sobre mim.
Foto: " Sunshine" by Renata Bosquetti
Ler ouvindo: " Sublime"- Scott Stap
Ler ouvindo: " Sublime"- Scott Stap
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